Dorival Caymmi (Album, LP) capa, cover

Caymmi e seu violão

O mar… o violão… Caymmi… e sua canções praieiras. Texto da contracapa deste LP de 1959, lançado por Dorival Caymmi

“Canoeiro” (Dorival Caymmi)

Ninguém amou tanto o mar quanto ele. Ninguém captou o lirismo do mar tão bem quanto ele. Ninguém cantou com tanta emoção as belezas do mar. Mar, berço de Iemanjá, onde é tão doce morrer… Mar de onde a jangada voltou só, sem Chico Ferreira e Bento… Mar de Itapoãn, que deixa saudades no coração da gente mar de ondas verdes, que é tão bonito quando quebra na praia… Mar, onde o canoeiro cerca o peixe, bate o remo, puxa a corda e colhe a rede… Mar que é a eterna inspiração de Dorival Caymmi.

Sua voz dramática, pura, natural, conta histórias sem fim da beira da praia, das praias baianas cheia de pescadores, heróicos desbravadores do desconhecido que, sem saber se voltam, lançam-se ao mar, no afã de colher o alimento de cada dia. E foi entre esses rijos homens que viveu Caymmi desde menino. Foi com esses homens que aprendeu as pungentes histórias que nos conta com seu violão, com sua voz profunda. E são essas ‘Canções Praieiras‘, já suas conhecidas, que estão colecionadas neste belo disco Odeon, feito para a sua sensibilidade.

A maravilha da alta fidelidade torna ainda mais fiel a reprodução da voz, do violão, e da vibrante interpretação de Dorival Caymmi.

Nesta nova geração das canções praieiras, Caymmi se supera. Ele que é hoje o violeiro consagrado em todos os rincões do país, ele que mora no coração de todos, ele que é o grande Dorival Caymmi, não perdeu entretanto, sua irresistível atração pelo mar e pelas coisas do mar.

Assim é que, cada vez melhor, cada vez mais sensível, cada vez mais pungente, Dorival Caymmi torna a contar-nos a história do mar… do mar de ondas verdes, que é tão bonito quando quebra na praia.

contracapa


spotify | apple music | youtube

/info

Caymmi e seu violão (LP Odeon, MOFB 3.093, 1959)

Dorival Caymmi (Album, LP) capa, cover
capa Cesar G. Villela | foto Francisco Pereira

Lado A – “Canoeiro”; “A jangada voltou só”; “2 de fevereiro” “É doce morrer no mar”; “Coqueiro de Itapoãn”; “O mar”.

Lado B – “O vento”; “O bem do mar”; “Quem vem pra beira do mar”; “A lenda do Abaeté”; “Promessa de pescador”; “Noite de temporal”.

todas as faixas de autoria de Dorival Caymmi, sendo “É doce morrer no mar” de Caymmi e Jorge Amado.


Aloysio de Oliveira (produtor), nossa capa: Cesar G. Villela (layout) e Francisco Pereira (fotografia).

/relacionados

Marcelo Oliveira
Marcelo Oliveira

Sou carioca, mangueirense e botafoguense. Meu objetivo com o blog é preservar a memória do SAMBA!

/novidades

Receba todas as novas publicações do blog

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *